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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Incapacidade motora e cerebral (Paralisia Cerebral)

A paralisia cerebral ocorre em decorrência da falta de oxigenação do tecido nervoso ou alguma agressão relacionada ao cérebro imediatamente, durante ou após o processo de nascimento.

Usualmente dividem-se as lesões cerebrais em três tipos:
➦ Pré parto: Ameaça de aborto, choque direto no abdômen da mãe, exposição aos raios-X nos primeiros meses de gestação, Infecções contraídas pela mãe durante a gravidez, mãe portadora de diabetes, toxemia, hipertensão da gestante.
 Parto: Falta de oxigenação ao nascimento da  criança, lesões, uso do Fórceps, manobras obstétricas violentas, bebês prematuros.
➦ Pós parto:  Febre muito alta (39ºC ou superior),  desidratação, infecções cerebrais causadas por meningite ou encefalite, envenenamento por gás ou por chumbo, sarampo, traumatismo crânio-encefálico até os 3 anos de idade.

DIAGNÓSTICO

➦ Dificuldades de sucção, tônus muscular diminuído, alterações da postura e atraso pra firmar a cabeça, sorrir, rolar, etc.
➦ Reflexos primitivos – Reflexo de Moro
➦ Exames de laboratório e Neuroimagem

ESPASTICIDADE
  • Trato piramidal – tônus muscular aumentado;
  • Tetraplegia espástica – infecções, hipóxia e traumas ou malformações cerebrais graves; 
  • Diplegia espástica – envolvimento maior dos músculos inferiores; prematuridade; crianças adquirem marcha independente antes dos 8 anos de idade.
  • Hemiplegia espástica – alterações do movimento em um lado do corpo, tendo como causas malformações cerebrais, acidentes vasculares ocorridos ainda na vida intra-uterina e traumatismos crânio-encefálicos. Apresentam bom prognostico motor e adquirem marcha independente. Dificuldade de usar a mão.

ATETOSE

➦ Movimentos involuntários:
  • Coreoatetose: Movimentos involuntários contínuos, uniformes e lentos, arrítmicos e de inicio súbito.
  • Distônicas: Movimentos antagonista, lesão dos gânglios da base, causada pela hiperbilirribinemia neonatal.

HIPOTONICIDADE

➦ Mascarar condições degenerativas não diagnosticadas;
➦ Precursor da Atetose.

ATAXIA
  • Lesões cerebrais ou das vias cerebelares;
  • Marcha cambaleante por causa da deficiência do equilíbrio;
  • Incoordenação dos movimentos
  • Está geralmente associada a sinais piramidais (Tônus muscular aumentado e reflexos tendinosos exarcerbados)

RETARDO MENTAL

➦ Capazes intelectualmente;
➦ Mais comumente observado nas crianças com tetraplegia espásticas.

EPILEPSIA
  • Descarga elétrica anormal – Crises epiléticas;
  • Contrações musculares generalizadas ou localizadas, movimentos rítmicos com a cabeça,desvio no olhar, movimentos rápidos sem piscar os olhos, etc;
  • Eletroencefalograma;
  • Tratamento com anticonvulsivantes, podendo haver reações como irritabilidade e crise alérgica.

DEFICIÊNCIA AUDITIVA
  • Audiometria de tronco cerebral;
 Principais fatores:
➦ suspeita que a criança não está ouvindo,
➦ infecções congênitas,
➦ malformação do pavilhão auricular, face ou palato,
➦ baixo peso ao nascer,
➦ uso de medicações tóxicas para o ouvido;
  • Aparelhos auditivos.

DIFICULDADE DE ALIMENTAÇÃO

➦ Desordem da sucção, mastigação e deglutição comuns em crianças com envolvimento total.
➦ Oferta monótona de certos tipos de alimento, tais como, leite e derivados;
➦ Desnutrição;
➦ Dietas planejadas de acordo com as limitações da criança.

DEVOLUTIVA PARA OS PAIS

O Fisioterapeuta deve auxiliá-los a descobrir os aspectos positivos dos seus filhos e também na necessidade de sua participação no tratamento.

O PROGRAMA
  • O programa é feito de acordo com cada criança;
  • Tirar fotos e fazer vídeos da criança, para acompanhar a evolução;
  • Visar metas de curto e longo prazos, direcionando para qualidade dos movimentos, melhorar a função e controle postural;
  • Orientações para casa e escola;
  • Equipamentos para posicionamento;
  • Frequência no programa de fisioterapia.

ALTA DA FISIOTERAPIA

➦ Quando a evolução é estacionaria, deve liberá-lo da fisioterapia sistemática;
➦ A alta do paciente portador de PC deve ser estudado com o paciente e a familia;
➦ Não significa desligamento total do tratamento, retornando para revisões e orientações periódicas.

PREVENÇÃO
  • Acompanhamento pré-natal regular
  • Boa assistência ao recém-nascido na sala de parto;
  • Boa nutrição
  • Eliminação de álcool,fumo, drogas,etc;
  • Vacinas;
  • Uso de cadeiras de segurança especiais para crianças pequenas, ajustadas ao banco do automóvel;
  • Quase afogamento
  • Prevenção de sarampo,meningite meningocócica.



segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Fisioterapia na osteogênese imperfeita

Osteogênese Imperfeita (OI) entende-se como distúrbio hereditário do tecido conjuntivo, caracterizado por fragilidade óssea e com manifestações clinicas muito variadas.

Esta anomalia se deve a uma deficiência do colágeno do tipo I, ocasionando ossos frágeis, acredita-se que o defeito principal é uma falha na ossificação intramembranosa endoesteal e periosteal e, provavelmente excessiva esteoclasia, ocasionando um desequilíbrio entre deposição e a reabsorção óssea.

A OI é uma doença rara, ocorrendo um caso em cada 15.000 a 20.000 nascimentos e sua prevalência é de 1 em 200.000 indivíduos. Não há citações na literatura sobre o predomínio em relação à raça ou sexo.


CLASSIFICAÇÃO


O padrão de herança mais comum é o autossômico dominante, podendo ser, com menor frequência, recessivo. A alteração é determinada por mutações nos cromossomos 7 e 17, onde ocorre com maior frequência a substituição da glicina por um outro aminoácido.

Um grande número de mutações tem sido descrito, porém a correlação entre o defeito genético específico e o fenótipo produzido ainda é pouco estabelecida. 

A OI constitui-se em uma doença hereditária do tecido conjuntivo caracterizada por defeitos na estrutura e na síntese de colágeno.

O colágeno é a proteína estrutural mais importante do organismo; é sintetizado pelo fibroblasto e representa aproximadamente 30% da proteína total do corpo.

O colágeno é constituído por macro moléculas complexas de diversos tipos sendo que cada uma delas é o produto de um gene diferente. 

APRESENTAÇÕES CLINICAS

→ Heterogênea e variável
→ Fragilidade óssea, a frouxidão cápsulo-ligamentar, a cor azulada da esclera e a surdez.
Estudos mais recentes mostram aumento na excreção urinária de cálcio, fósforo, magnésio, hidroxiprolina e glicosaminoglicanos
→ No quadro laboratorial, a fosfatase alcalina sérica acha-se freqüentemente aumentada, não sendo observadas, porém, alterações nos níveis sistêmicos do cálcio, fósforo, hormônio da paratireóide ou mesmo da 1,25 vitamina D.
→ Pode ser encontrada aminoacidúria, com a consequente diminuição dos aminoácidos

Diagnóstico pré- natal: USG e analise bioquímica do vilo corial.
O diagnóstico habitualmente é feito mediante a história clínica, o aspecto ao exame físico e constatações radiográficas, não existindo exame complementar de uso prático que seja específico para a confirmação da doença, nem tampouco uma adequada correlação clínico-laboratorial para cada tipo de apresentação fenotípica da classificação de Sillence et al.

TRATAMENTO

Orientação dos pais com relação ao manuseio, posicionamento, transporte e alimentação dos filhos.
Higiene dentaria
A fisioterapia sob a forma de  hidroterapia, promovendo FM.
Estimulação intelectual e acadêmico.
Suporte psicológico.
Tratamento das fraturas, com o uso de gessos.
Correção cirúrgica das deformidades, com a utilização de diversas técnicas e diferentes tipos de matérias de implantes para a estabilização esquelética.

METAS DA FISIOTERAPIA

Incentivar e orientar o contato dos pais com a criança;
Promover a deambulação;
Tratar e prevenir contraturas posicionais e deformidades;
Diminuir quadro álgico;
Fortalecimento muscular;
Promover e manter as atividades de vida diária;
Constante avaliação do paciente;
Obter maior independência, confiança e estabilidade nos movimentos;
Precaução e reconhecimento das fraturas.